Jesus, em momento algum propôs qualquer culto ou religião, revelou e exemplificou ao homem o comportamento ideal para a construção da felicidade. Não foi um místico, porque viveu entre o povo e não praticou nenhum ritual e afirmou que um dia todos fariam o que ele fez. Demonstrou como usar a força da fé sobre os elementos sem desrespeitar as leis naturais da vida; ao contrário, revelou-as ao homem, aproximando-o do conhecimento da sua real natureza.
Nenhum tratado ou conceito de psicologia conhecidos até hoje se igualam aos contidos no Evangelho. Infelizmente, o excessivo cunho religioso que se deu aos ensinamentos do Mestre, de certa forma, obscureceu a profundidade científica e filosófica do seu conteúdo, levando os homens de ciência a se afastarem de um estudo mais aprofundado das leis universais reveladas no seu contexto.
Hoje, à luz da reencarnação, compreende-se claramente que, o comportamento que nos propõe cada um dos seus ensinamentos, é pura ciência de vida. Aliás, abrange todas as ciências conhecidas pelos homens. No Evangelho, agora, compreendido e redivivo pela luz do Consolador, percebemos que estão contidas todas as soluções para os problemas de ordem política, filosófica, psicológica e médica. Enfim, é nele que encontramos a solução final para todos os problemas físicos, psíquicos, materiais e espirituais que afligem a humanidade.
Nelson Moraes