Na Itália do século XIV, Roma estava entregue ao poder de inescrupulosos nobres de famílias rivais e de mercenários estrangeiros. Decadente, sem leis, sem artes, sem ordem, emfim, sem as virtudes da antiga República, a noção de liberdade e dignidade havia desaparecido. Desmandos fraudes, pilhagem, assassinatos e opressão aos cidadãos eram a tônica da época. Nesse cenário surge a figura extraordinária de um líder cujas únicas armas eram a eloquência e o carisma, a serviço de um ideal: restaurar a dignidade romana e a liberdade de seus concidadãos. Alçado à condição de tribuno, mais tarde de senador, Rienzi instaura um poder assentado no povo, vence a velha aristocracia corrompida, administra uma justiça igualitária e limpa a região dos assaltantes, atraindo para si o ódio de nobres e aventureiros que se empenham em sua destruição.